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Maior e mais forte

Ao adquirir General Cable, Prysmian Group se consolida como principal player mundial do setor de cabos de energia e telecomunicações.

No início de dezembro de 2017, a Prysmian Group anunciou ao mundo que havia fechado um acordo para a compra da General Cable, um de seus principais concorrentes, até então. O negócio, de cerca de US$ 3 bilhões, foi aprovado no início de junho pelos órgãos legais e deu origem à maior companhia de cabos de energia e telecomunicações do planeta.

Com a integração das duas empresas, o novo grupo, sob controle organizacional do Prysmian Group, registra números relevantes no mercado: vendas conjuntas da ordem de 11 bilhões de euros, cerca de 30 mil funcionários distribuídos por 112 fábricas e 25 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, em mais de 50 países em todos os continentes.

De acordo com o board do grupo, na prática, a nova organização combina os pontos fortes das duas marcas e baseia-se em governança centralizada, gerenciamento integrado de negócios globais, responsabilidades claras por resultados, foco em eficiência e inovação tecnológica e uma abordagem centrada no cliente.

“A aquisição nos ajuda a ganhar corpo internacional. E, com a sua consolidação, é quase que natural que ela nos permita crescer. Um segundo ponto é que sempre foi um objetivo da Prysmian ampliar a sua presença global. A empresa dependia muito da Europa e tinha como ‘objetivo’ criar uma segunda casa. E a General Cable tem uma presença muito forte nas Américas, principalmente nos Estados Unidos. Então, a aquisição é uma ótima oportunidade para a Prysmian espalhar um pouco mais a sua presença geográfica e também criar oportunidades de crescimento em outras regiões”, comenta João Carro Aderaldo, Chief Commercial Officer da Prysmian Group no Brasil.

Sobre a operação no Brasil, onde o novo grupo passa a exercer papel de liderança, a junção das empresas também tende a trazer reflexos positivos. “No Brasil, mas principalmente na América Latina, o ganho é significativo, pois as duas empresas têm uma presença extremamente complementar. Por exemplo, a General Cable é líder absoluta na América Central, com um índice de market share superior a 50% em muitos países. Ela também é muito forte na Colômbia, no Chile e tem forte presença no México, assim como a Prysmian. Na Argentina a Prysmian é muito forte. No Brasil, as duas têm boa presença, mas a General sempre foi muito mais forte em alumínio e a Prysmian em cobre e isolados”, ressalta João Carro.

Ainda sobre o mercado nacional, importante observar que, a partir da aquisição, o Prysmian Group ganha força de atuação nas áreas de energias renováveis e transmissão de energia, segmentos em que a General Cable já oferece aos clientes uma equipe técnica de elevada expertise e soluções completas em condutores elétricos. Esse aspecto se soma à significativa presença da Prysmian em outros setores estratégicos, como Telecom, construção civil, cabos para as áreas industrial, de transporte e mobilidade, óleo e gás e transmissão submarina de alta tensão.

Em termos de estrutura, o Grupo passa a contar no Brasil com cerca de 1.200 colaboradores e sete unidades industriais localizadas em Santo André (SP), Sorocaba (SP), Poços de Caldas (MG), Vila Velha (ES), Cariacica (ES) e Joinville (SC).

“A sinergia comercial e industrial da Prysmian e da General Cable vai fortalecer o grupo em situações estratégicas, garantir maior disponibilidade de produtos e ampla gama de soluções, além de maior proximidade com os clientes”, afirma o diretor da empresa, destacando que também há uma tendência natural de ganhos em termos tecnológicos, visto que as duas empresas sempre se destacaram pelo perfil inovador e pela busca de produtos mais eficientes e seguros.

“A evolução tecnológica não para nunca, trabalhamos isso o tempo inteiro. Na linha de cabos industriais, por exemplo, lançamos recentemente um produto muito mais flexível, que é mais fácil de instalar e não tem o ‘efeito mola’ quando sai do rolo. Na parte de transmissão de energia temos trabalhado no desenvolvimento de ligas metálicas, que são diferentes das ligas que se trabalhava há alguns anos, buscando mais durabilidade, eficiência, etc”, completa.

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