A iluminação deixou de ser apenas uma questão de eficiência e design e passou a ocupar um papel estratégico em áreas como saúde, automação, conectividade e sustentabilidade. Essa foi uma das principais conclusões do SIMPOLED – Simpósio Internacional de Iluminação, realizado pela ABILUX durante a Expolux, de 15 a 18 de setembro, em São Paulo.
Ao longo de quatro dias, especialistas discutiram as transformações que estão redesenhando a cadeia de iluminação, desde a evolução da tecnologia LED até a integração com sistemas digitais, Internet das Coisas e inteligência artificial.
Um dos temas recorrentes foi a transformação da iluminação em uma infraestrutura conectada. Debates sobre telegestão, cidades inteligentes, automação predial, protocolos de dimerização e sistemas como DALI mostraram que luminárias passam a integrar redes capazes de gerar dados, controlar ambientes e contribuir para a eficiência energética.
A relação entre luz e saúde também ganhou destaque. O SIMPOLED discutiu iluminação circadiana e integrativa, qualidade ambiental em escritórios, aplicações hospitalares e hotelaria, reforçando a necessidade de projetos que considerem não apenas a quantidade de luz, mas seus efeitos sobre as pessoas.
Outro ponto relevante foi o avanço do ambiente regulatório. A Portaria INMETRO nº 231/2026 esteve entre os assuntos debatidos, ao lado de questões relacionadas à qualidade, conformidade e desempenho dos produtos de iluminação.
Sustentabilidade, automação da luz natural, horticultura, recuperação de espaços urbanos e novas aplicações da iluminação também fizeram parte da programação.
Para a ABILUX, o principal legado do SIMPOLED é mostrar que a evolução do setor passa pela integração entre tecnologia, qualidade da luz, conectividade, eficiência e experiência humana. A iluminação, cada vez mais, deixa de ser um componente isolado para se tornar parte da infraestrutura inteligente dos espaços.
