Dicas para economizar energia e ajudar o meio ambiente

Com a falta de chuva nas principais regiões do país, os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, obrigando o sistema de energia nacional a ativar as termelétricas. Os custos extras com esse serviço são transmitidos para os usuários do sistema com as bandeiras tarifárias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projetou uma alta de 16,7% nas tarifas de energia em 2022. Um dos fatores que vai impulsionar esse aumento, segundo a Aneel, é o agravamento da crise hídrica no Brasil.

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“Atualmente, o Brasil tem mais infraestrutura nos projetos de sistemas elétricos, no entanto, as mudanças climáticas ocorridas nos últimos anos geram um processo de desertificação em algumas regiões até então úmidas do país. Com isso, corremos os mesmos riscos da crise ocorrida em 2001, caso não consigamos reduzir o consumo de energia e se não tivermos o aumento no volume de chuvas”, explica o coordenador do curso de Engenharia Elétrica da Faculdade Anhanguera, Gabriel Augusto da Silva.

O professor também explica a diferença da produção de energia entre as usinas. “A energia termoelétrica é obtida da queima de algum combustível como carvão, diesel, biomassa, entre outros. É um tipo de energia que causa impactos financeiros e ambientais, pois depende da compra de insumos e gera muito gás carbônico, que é liberado na atmosfera. A usina hidrelétrica causa impacto aos biomas durante a sua construção, mas, uma vez construída, produz eletricidade a partir do acúmulo de água da chuva, o que a torna mais barata no longo prazo”.

O especialista também reforça a importância de fontes de energia renováveis, confiáveis e limpas, como a energia eólica. “Este modelo é uma das alternativas viáveis, pois não polui, mas depende da geografia para viabilizar construções de parques eólicos, por exemplo. No entanto, é promissora e apresenta soluções capazes de aumentar a eficiência, produção e a extensão de redes de distribuição de energia, chegando às casas, fábricas ou escolas, entre outros lugares que não tinham acesso a nenhum tipo de energia, de forma sustentável e econômica”.

Para usar a energia conscientemente, reduzindo o valor da conta de luz e ajudando o meio ambiente, o coordenador da Anhanguera elenca 10 dicas:

Entenda a potência do aparelho – Algumas pessoas compram aparelhos ou equipamentos por impulso ou por recomendação do vendedor. Elas têm em casa a melhor fritadeira elétrica, a chapinha mais quente, o chuveiro com maior vazão, por exemplo, mas muitas vezes essa potência toda não se justifica. Entenda e dimensione sua potência para o uso adequado, para não gastar muita energia com a finalidade de fazer o aparelho funcionar.

Geladeira e fogão próximos não combinam – Esses dois equipamentos próximos podem interferir no consumo de energia um do outro, devido às diferenças de temperatura. Um exige mais “força” do outro e o consumo aumenta sem necessidade. Procure posicioná-los em locais distantes para garantir o funcionamento adequado.

Mantenha o filtro do ar-condicionado limpo – Durante o dia, procure usar o ar-condicionado em apenas um cômodo da casa. Assim, todos podem estar juntos e se refrescarem. Mas tenha sempre o filtro do ar-condicionado limpo, isso evita que o temporizador seja acionado várias vezes para manter a temperatura.

Prefira os ventiladores – Eles são mais econômicos. O ventilador pode consumir até 80% a menos em potência (watts) do que um ar-condicionado de 7.500 BTUs ou 2.197 watts. Se possível, dê preferência a esse equipamento, apesar das novas tecnologias.

Mantenha a geladeira fechada – Procure ser rápido e preciso na utilização na escolha dos alimentos armazenados na geladeira. Parece básico, mas muita gente ainda abre a porta e fica observando por minutos, desnecessariamente. Neste período todo em que a geladeira fica aberta, o ar gelado que mantém a temperatura adequada acaba saindo. Então, os sensores indicam que precisa ligar o motor para gelar tudo de novo. Se não vai tirar nada, mantenha geladeira fechada.

Verifique as borrachas da porta da geladeira – Em algumas residências, a geladeira é o aparelho doméstico que tem o custo mais alto de utilização, por isso mais uma dica: verifique a borracha de vedação da porta da geladeira. Essas borrachas em estado ruim fazem o motor ligar mais vezes para manter a temperatura e o consumo pode representar até 30% da conta de energia.

Dê preferência por aparelhos certificados PROCEL – Até algumas marcas de carros já possuem o selo PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica), os que possuem a categorização por letras. Os selos com classificação “A”, são considerados mais eficientes, ajudam o meio ambiente e o bolso do consumidor.

Não demore no chuveiro – Se vai demorar no banho, escolha um chuveiro de potência menor.

Evite “gambiarras” elétricas – Avalie se as ligações dos eletrodomésticos estão corretas e se o fio não está derretendo. Se um fio está esquentando, ele consome energia. Não ligue 2, 3 ou 4 aparelhos em um T na mesma tomada, isso também produz efeito joule (quando a energia elétrica se transforma em energia térmica, ou seja, calor), consome energia e aumenta a possibilidade de incêndios.

Evite Stand-by – Os aparelhos, quando ficam em stand-by, também consomem energia. Essa ação pode representar até 12% do consumo total do aparelho. Se não usa o aparelho com tanta frequência, tire-o da tomada e o gasto de energia cairá;

• Juntar o máximo possível de roupas para lavar quanto para passar, assim se otimiza o uso da máquina de lavar e ferro de passar. A mesma coisa vale para o consumo de outros utensílios como a secadora, por exemplo.

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