Mercado em evolução – Geração Distribuída

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Modelo de negócio oferecido pela gensolaris leva benefícios da geração distribuída de energia a empresas do varejo.

REPORTAGEM: PAULO MARTINS

Desde 2012, uma série de Resoluções Normativas da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vem revolucionando as atividades de geração e consumo de energia ao estabelecer no Brasil a modalidade de Geração Distribuída, sistema esse que confere ao consumidor um papel mais ativo nesse setor.

Desde então o mercado vem crescendo vertiginosamente, inclusive abrindo espaço para o surgimento de novos modelos de negócios. É o caso do trabalho proposto pela GenSolaris, uma empresa sediada em São Paulo (SP) que atua como plataforma de diversas tecnologias de geração de energia e armazenamento para posterior atendimento ao mercado consumidor por meio da modalidade de geração distribuída.

A GenSolaris aluga ou arrenda para os clientes o terreno da usina e os equipamentos de geração (a usina, em si) e presta os serviços de operação e manutenção (O&M) desses ativos.

Após negociar e formalizar os contratos com seus clientes, a GenSolaris realiza todo o desenvolvimento e implantação dos projetos de geração de energia. Ou seja, a companhia se responsabiliza por todo o investimento necessário para a construção de usinas. “O cliente continua conectado na sua distribuidora. A energia gerada pelas usinas locadas para os clientes é compensada com o consumo desse cliente através da distribuidora de eletricidade”, explica Roberto Ueno, diretor da GenSolaris. O pagamento pelo serviços pode envolver um valor fixo ou variável, a ser negociado bilateralmente entre a GenSolaris e os clientes. Sobre o benefício proporcionado ao usuário final que contrata o modelo da GenSolaris, Ueno destaca a economia no custo da energia. “Os custos somados da locação e serviços de O&M serão menores do que o custo da energia que esses clientes pagariam se estivessem consumindo eletricidade diretamente da distribuidora”, garante o executivo.

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Os serviços estão disponíveis para todo o Brasil e podem ser utilizados por empresas de qualquer porte. No momento a GenSolaris mantém o foco no segmento de multivarejo com consumo de baixa tensão (tarifa monômia, sistema no qual a tarifa é única ao longo de todo o dia).

A GenSolaris já conquistou projetos nos Estados do Rio de Janeiro, Maranhão, Pará e Goiás. De acordo com Ueno, o modelo de negócio tem tido boa adesão, e as perspectivas são de crescimento exponencial. “O cliente consegue economia sem investimento algum da parte dele”, observa.

Na opinião de Roberto Ueno, com o advento de novas tecnologias de geração, e principalmente de armazenamento de energia, a utilização tende a ser viável também para clientes de média tensão. “Praticamente todo o mercado cativo das distribuidoras será elegível a migrar para a Geração Distribuída”, acredita.

Sobre a GenSolaris

A GENSOLARIS FOI FUNDADA EM 2016 POR TRÊS PLAYERS:
1. Spectrum Energy Partners, empresa desenvolvedora de projetos de geração de energia
– notadamente termelétricas, pequenas hidrelétricas, parques eólicos e solares, de biomassa e cogeração. A Spectrum é controlada por Roberto Ueno, bacharel em administração de empresas pela FAAP. Ueno possui experiência como analista de ações do setor elétrico na América Latina e posteriormente fundou a Spectrum.

2. Grupo Energia, empresa de engenharia com foco no desenvolvimento de usinas hidrelétricas, eólicas, térmicas e solares, destacando-se inventários hidrelétricos, projetos básicos, consolidação de projetos básicos, estudos de viabilidade de UHEs, due dilligence, consultoria financeira em projetos de energia, engenharia do proprietário, projetos executivos, gerenciamento de consórcios e projetos, fornecimento de equipamentos, estudos e projetos ambientais. É controlada por Rubens Brandt, bacharel em engenharia mecânica pela USP.

3. Márcio Fiuza: atual diretor financeiro e acionista da GenSolaris. Márcio Fiuza participou como sócio de uma das mais tradicionais boutiques de M&A, que concluiu mais de R$ 15 bilhões em transações. Antes, foi vice-presidente no Global Communications Group do Bear, Stearns, em Nova York, de 1997 a 2001. Entre 1985 e 1997 trabalhou para a Vale do Rio Doce em vários cargos, entre os quais assessor do diretor financeiro da California Steel Industries, em Fontana (EUA), e no planejamento estratégico da corporação no Rio de Janeiro. Márcio tem MBA pela Wharton School da Universidade da Pennsylvania e é graduado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais.

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