Holofote – Edição 155

Prêmio Masterinstal

A IFC/COBRECOM aumentou sua galeria de troféus ao conquistar o Case Ouro da Categoria Tecnologia em Produtos, Materiais, Equipamentos e Sistemas do 12º Prêmio Masterinstal.

O case premiado foi o ‘Gravação Metro a Metro’, desenvolvido pela IFC/COBRECOM com a parceria da Novatec (Nova Tecnologia de Instalações Ltda). A cerimônia de premiação foi realizada no último dia 30 de outubro no Maksoud Plaza, em São Paulo/SP.

O evento é organizado pelo Sindinstalação (Sindicato da Indústria da Instalação) e pela Abrinstal (Associação Brasileira pela Conformidade e Eficiência das Instalações) em parceria com a Garrido Marketing desde a sua primeira edição.

Além disso, o Prêmio Masterinstal tem como missão selecionar, premiar e divulgar empresas de excelência, que se distinguiram no mercado de instalações por seus serviços e produtos em razão da qualidade e da conformidade às normas técnicas; pelas soluções inovadoras; pelos ganhos de produtividade; entre outros.

Gilberto Alvarenga (gerente de Negócios Estratégicos), Paulo Alessandro Delgado (gerente de Marketing) e Rodrigo Tanji (supervisor de Comunicação) representaram a IFC/COBRECOM no evento. Subiram ao palco para receber o troféu em nome da empresa Gilberto Alvarenga e Paulo Alessandro Delgado. “A premiação é de grande importância para a IFC/COBRECOM e comprova que a empresa, além de estar comprometida com a qualidade e a segurança dos fios e cabos elétricos que produz, busca soluções para facilitar o trabalho dos especificadores e dos instaladores”, ressalta Rafael Verrone Ruas, diretor da IFC/ COBRECOM. O diretor Gustavo Verrone Ruas disse ainda que o prêmio também é fundamental para o fortalecimento da marca COBRECOM.

Infraestrutura de carregamento

A cidade de Cuiabá (MT) acaba de receber um projeto pioneiro para carregamento de veículos elétricos. A iniciativa, que partiu da brMalls, visa possibilitar aos clientes do Shopping Estação Cuiabá uma alternativa para recarga de veículos elétricos. Os visitantes do centro de compras utilizarão os pontos de recarga gratuitamente.

A instalação de dez carregadores em vagas do estacionamento do shopping ficou a cargo da NeoSolar, empresa precursora no Brasil no que diz respeito à infraestrutura para carros elétricos e energia solar fotovoltaica. Os carregadores Ev-Link Wall Box têm a potência de 22 KW e têm por finalidade carregar de maneira sustentável veículos elétricos. “Entregar um projeto como esse é um passo muito importante para o desenvolvimento do mercado de veículos elétricos. Um shopping novo já se preocupar em ‘nascer’ com essa solução reforça o potencial do segmento, além de evidenciar o alinhamento entre NeoSolar e brMalls no que diz respeito à sustentabilidade e inovação”, diz Raphael Pintão, sócio-diretor da NeoSolar.

Segundo a ABRAVEI (Associação Brasileira de Proprietários de Veículos Elétricos), a iniciativa é pioneira por se tratar do primeiro e único, até o momento, empreendimento privado a implantar tantos carregadores em um mesmo local.

“Esse projeto engrandece e contribui para a promulgação da mobilidade elétrica no Brasil. Além de suscitar um questionamento: quem viria primeiro, a infraestrutura (carregadores) ou os veículos elétricos? Através da brMalls e NeoSolar, está vindo a infraestrutura, o que fortalece as iniciativas privadas e
uma visão sustentável alinhada à mobilidade elétrica”, ressalta Edgar Escobar, presidente da ABRAVEI.

Veículos elétricos

A CPFL Energia, um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro, estima que o Brasil precisará de 80 mil eletropostos públicos até 2030 para acompanhar o ritmo de crescimento do mercado de veículos elétricos nacional. A estimativa é uma das principais conclusões do projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) Emotive, que analisou durante cinco anos o impacto da mobilidade elétrica para o setor elétrico brasileiro.

Neste cenário de 80 mil eletropostos, a frota de carros elétricos puros e híbridos plug-in no Brasil deve alcançar 2 milhões de unidades em circulação. Neste sentido, o desenvolvimento de um mercado de recarga pública, combinando eletropostos semi-rápidos e rápidos, é um dos principais desafios para a expansão da mobilidade elétrica no Brasil.

Para endereçar o tema e estimular o mercado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a regulamentação, em junho deste ano, para a infraestrutura de recarga para veículos elétricos.

Com o modelo regulamentado pela Aneel, como qualquer empresa poderá instalar um posto de recarga em uma rodovia ou em um estabelecimento comercial, a expectativa é que as perspectivas de expansão da mobilidade elétrica no Brasil atraiam novos players, viabilizando um mercado competitivo no futuro.

“A regulamentação estabelecida pela Aneel, para a expansão da infraestrutura de recarga, a qual possibilita que qualquer agente invista na instalação e operação de eletropostos, é a mais adequada para incentivar a expansão da mobilidade elétrica no País”, diz o diretor de Inovação e Estratégia da CPFL Energia, Rafael Lazzaretti.

As conclusões do projeto Emotive mostraram que a mobilidade elétrica tem grande potencial para formar uma nova cadeia de valor no País. Com a expansão da mobilidade elétrica, novos negócios poderão ser desenvolvidos para atender à demanda dos consumidores, tais como a operação de eletropostos, compartilhamento de veículos (car sharing), táxis elétricos, second life para baterias (reutilização), utilizar veículo como fonte de geração distribuída, seguros para veículos elétricos, entre outros produtos e serviços.

Energia eólica

O Brasil ultrapassou a expressiva marca de 14 GW de capacidade instalada de energia eólica. Já são 14,34 GW de capacidade instalada em 568 parques eólicos e mais de 7.000 aerogeradores em 12 estados. Para efeito de comparação, essa é a mesma capacidade instalada de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil.

A fonte eólica tem mostrado um crescimento consistente, passando de menos de 1 GW em 2011 para os 14 GW de agora, completamente conectados à rede de transmissão. Em média, a energia gerada por estas eólicas equivale atualmente ao consumo residencial médio de cerca de 26 milhões de habitações (80 milhões de pessoas).

“Gosto sempre de lembrar que o Brasil passou do 15º lugar no Ranking de Capacidade Instalada de energia eólica em 2012 para a 8ª posição no ano passado, segundo o Global Wind Energy Council. Também é importante mencionar que, no ano passado, a Bloomberg New Energy Finance estimou o investimento do setor eólico no Brasil em US$ 3,57 bilhões (R$ 11,4 bilhões), representando 58% dos investimentos realizados em renováveis no País (eólica, solar, biomassa, biocombustíveis e resíduos, PCH e outros). Considerando o período de 2010 a 2017, o investimento já passa dos US$ 30 bilhões. Estes são alguns dos dados que mostram a importância do setor eólico, nossa capacidade de crescer, fazer investimentos e trazer benefícios para o Brasil”, explica Elbia Gannoum, presidente-executiva da ABEEólica.

A energia eólica já está chegando a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional (SIN). O dado está no último Boletim Mensal de Dados do ONS, referente ao mês de setembro e que mostra que, no dia 19 de setembro, uma quarta-feira, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde do SIN.

Até 2024, serão instalados mais 4,46 GW em 186 novos parques eólicos, levando o setor à marca de 18,80 GW, considerando apenas leilões já realizados e contratos firmados no mercado livre. Com novos leilões, estes montantes se elevarão.

Atuação no Instagram

A expansão da plataforma nos meios corporativos e a identificação da presença do público-alvo aliados ao objetivo da empresa de estar sempre presente onde o seu público está foram as principais motivações da SIL Fios e Cabos Elétricos para estar presente também no Instagram (sil_fios_e_cabos).

Considerada hoje a maior plataforma de troca de imagens e vídeos do mundo, facilmente acessível a qualquer usuário que possua um smartphone, a ferramenta se tornou importante para a disseminação imediata de informações e novidades da empresa.

A resposta tem sido muito positiva e imediata, tanto que, em pouco tempo, o perfil da SIL já conta quase 1.600 seguidores. Com esse crescimento exponencial, breve o Instagram, juntamente com o Facebook (www.facebook. com/silfiosecabos), deverá ser o meio mais segmentado para a empresa passar mensagens a um público específico, qualificado e formador de opinião.

Já no Facebook, onde está presente desde 2014, a SIL considera que conquistou mais do que simples seguidores. No início, tratava-se apenas de “mais uma mídia” e hoje com um público de quase 23.000 pessoas, além do entretenimento inerente às redes sociais, a página presta um serviço importante ao público de interesse ao divulgar cursos on-line e presenciais gratuitos, dicas, utilidade pública, entre outros temas.

Segundo Rodrigo Morelli, supervisor de Marketing da SIL, por ser uma empresa dinâmica e antenada em novas tecnologias, essas características se refletem nos produtos. As mídias sociais garantem contato direto com o público, que é informado sobre lançamentos, alertado para fraudes, uso de produtos fora da norma e uma infinidade de assuntos: “Acreditamos que a convergência das mídias e a migração do público dos meios tradicionais, além da facilidade e rapidez na disseminação de informações em tempo real, nos fizeram olhar com mais atenção para esses novos caminhos de modo a estarmos atualizados e ligados às novidades tecnológicas e aos meios de comunicação. Por isso, estamos trabalhando também em algumas ações com influenciadores digitais, um canal que tem se mostrado bastante importante para a comunicação das empresas”.

Manutenção preventiva

A Siemens, um dos principais parceiros da indústria sucroenergética, acaba de fechar contrato com a Ipiranga Agroindustrial S/A, Unidade Mococa (SP), para fornecimento da Turbina SST-400, que será fabricada no complexo industrial de Jundiaí (SP) e entregue ao cliente em setembro de 2019.

Trata-se de uma das maiores turbinas de contrapressão já vendidas para o setor sucroenergético brasileiro (50 MW).

O contrato com a companhia inclui um programa de manutenção de longo prazo e de baixo custo em conjunto com o escopo completo do sistema de diagnóstico remoto da Siemens (Remote Diagnostics Systems – RDS). Trata-se de um complemento ao sistema de controle da turbina composto por um Microbox PC que, por meio de um roteador e modem, enviam diariamente dados para os servidores da Siemens.

Essas informações são recebidas por um sistema inteligente que, por meio de algoritmos proprietários, indicam ao engenheiro de monitoramento se há alguma anormalidade ou tendência para tal. “Possuímos mais de 100 turbos monitorados globalmente e a Ipiranga Mococa será a primeira do setor sucroenergético brasileiro a ter o pacote completo de serviços e relatórios. O DNA da Siemens está em produzir equipamentos de alta performance e à prova de paradas e o sistema de monitoramento remoto aumenta a segurança operacional, além de ser pré- requisito para quem busca 100% de disponibilidade”, afirma Murilo Teixeira, gerente de Vendas da Siemens no Brasil.

“O modelo de negócio é uma quebra de paradigma no mercado sucroenergético, que normalmente compra somente equipamentos desvinculados de programas de manutenção de longo prazo. Com essa parceria, a Ipiranga Agroindustrial S/A reforça seu perfil inovador neste setor, pensando no valor agregado e no custo- benefício final desse investimento,” afirma Leandro Costa, diretor de Vendas da Siemens no Brasil.

Para o diretor Industrial da Ipiranga Industrial, Luiz Cunali Filho, a confiabilidade operacional foi um dos principais fatores para a escolha da Siemens para o fornecimento dessa solução, visto que toda a cogeração da usina estará “pendurada” em uma única turbina. “Essa é uma mudança de cultura empresarial do setor sucroenergético, baseada na manutenção preventiva, que vai nos proporcionar maior segurança na operação do dia a dia”, afirma o executivo.

Vendas em alta

Durante os primeiros nove meses de 2018, as vendas do Grupo Danfoss aumentaram em 202 milhões de euros, totalizando 4,569 bilhões de euros – um crescimento de 8% em moeda local. A linha superior aumentou os lucros (EBIT) em 11% para 549 milhões de euros e o lucro líquido melhorou em 48 milhões de euros, chegando a 374 milhões de euros. Ao mesmo tempo, o Grupo Danfoss continuou seus investimentos significativos em iniciativas de crescimento e digitalização, mais recentemente com as duas aquisições de tecnologia da Artemis Intelligent Power e da AXCO-Motors.

“O foco crescente em solucionar a mudança climática faz com que nossas tecnologias de eficiência energética sejam mais relevantes do que nunca. Ao mesmo tempo, nossos clientes exigem sistemas cada vez mais inteligentes como, por exemplo, edifícios e supermercados, que aplicam nossas soluções digitais avançadas para usar menos energia e limitar o risco de perda de alimentos”, diz Kim Fausing, presidente e CEO.

O progresso foi generalizado, mas impulsionado principalmente pelo forte crescimento nos principais mercados da América do Norte, Europa e China. Nos últimos trimestres, os negócios norte-americanos da Danfoss acumularam um bom impulso, devido aos altos níveis de investimento em infraestrutura nos Estados Unidos. Em particular, o segmento de negócios Danfoss Power Solutions, que produz soluções hidráulicas e digitais para máquinas fora-de-estrada, tem experimentado alta demanda nos Estados Unidos. A recuperação da economia global levou a preços mais altos das matérias-primas e o Grupo Danfoss continua a repassar essas tarifas e novas tarifas impostas aos clientes.

Apesar do sólido momento de crescimento na Danfoss, os meses mais recentes indicam que a incerteza em alguns mercados cresceu devido ao atual ambiente geopolítico, e isso começou a se refletir em projetos postergados e impacto negativo na demanda.

“Em suma, vimos um bom crescimento nos primeiros nove meses e estamos mantendo nossas expectativas para o ano. Mas as nuvens que vemos no horizonte reduziram a visibilidade, principalmente devido ao crescente conflito comercial entre os Estados Unidos e a China, bem como o aumento da incerteza em outras áreas do mundo. Mas, ao mesmo tempo, as megatendências globais são tão fortes e a relevância de nossas soluções tão significativas que estamos mantendo nosso foco de longo prazo no fortalecimento da Danfoss.

Continuaremos a investir em iniciativas de crescimento e novas tecnologias para criar a melhor base possível para o crescimento futuro”.

Novidades na FISP

Reconhecida como uma empresa que cria soluções químicas ambientalmente inteligentes em limpeza, higiene e segurança, a Green Process comemora os resultados de sua participação na Feira Internacional de Segurança e Proteção (FISP), que aconteceu em outubro, em São Paulo.

A empresa, que foi idealizada pela engenheira química Marta M. Lorenzini e recentemente investiu em sua sede própria com mais de 1.200 m² no grande ABC Paulista, aproveitou o evento para lançar novos produtos, expandir sua distribuição em todo Brasil e reforçar investimentos. “Cerca de 5% do faturamento global
foi destinado ao desenvolvimento e pesquisa de novos produtos. Para a Green, inovar é mais do que uma necessidade, é um compromisso. Está em nosso DNA investir em tecnologia para obter máxima eficiência ao cliente, sem gerar impacto ao meio ambiente. Esse ano comemoramos também 10 anos da conquista da ISO 9001 e ISO 14001 e é nítido o aumento da procura por nossos produtos por conta da essência sustentável das nossas linhas”, celebra Victor Lorenzini Patah, diretor Comercial da Green Process.

O estande da empresa foi criado com o objetivo de

promover experiências ao público com os produtos. 

A ativação teve o objetivo de explorar na prática os benefícios dos novos produtos. “Estamos investindo em apresentações lúdicas porque queremos que o visitante tenha uma experiência similar ao seu dia a dia. Os usuários são nossos reais consultores e essenciais para a aprovação final dos nossos produtos. Queremos que em nosso estande, eles utilizem nossos produtos para sentir na pele os diferenciais da Green Process”, completa Victor.

Depois de cinco anos de intensas pesquisas, a Green Process apresentou dois novos produtos na FISP: o creme protetivo Protheus 3, e o gel desengraxante Zeus Global. O creme Protheus 3 é um EPI (Equipamento de Proteção Individual) para proteção das mãos. O produto é biodegradável, dermatologicamente testado e com ação hidratante. Funciona como uma “luva química” e é recomendado para uso em oficinas e setores de manutenção, pois tem secagem rápida e garante a pegada firme para manuseio mais seguro de peças e equipamentos. Já o Zeus Global age diretamente nas sujeiras mais pesadas e profundas, pois contém esfoliante que remove as sujeiras das digitais e agentes emolientes para evitar irritação da pele.

ISO 50001

A Termomecanica acaba de conquistar a certificação ISO 50001, como resultado de sua política para a melhoria da eficiência energética. A empresa lidera o mercado de transformação de cobre e suas ligas e é também a primeira deste segmento a implementar e cumprir todos os requisitos da norma, que ajuda a estabelecer uma estrutura mais eficiente no que diz respeito à gestão e melhorias no consumo de energia.

A ISO 50001 tem grande importância para a TM, pois os seus sistemas e processos proporcionam reduções de custo de energia, nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais.

A energia elétrica tem uma grande participação nos gastos da empresa. Segundo o recém-publicado Relatório de Sustentabilidade, em 2017, foram consumidos, nas duas plantas em São Bernardo do Campo (SP), quase 129 milhões de kWh. “A Termomecanica sempre se preocupou em relação aos riscos de escassez energética. Acreditamos que, por meio de uma gestão com metas e objetivos claros, o comprometimento com a sustentabilidade é consequência”, explica Luiz Henrique Caveagna, diretor Industrial de Operações da Termomecanica.

A norma que especifica os requisitos do Sistema de Gestão de Energia (EnMS) ajuda a desenvolver e implementar uma política energética e estabelecer objetivos, metas e planos de ação que levem em conta os requisitos legais e informações relativas ao uso significativo de energia.

O fato de a Termomecanica contar com uma equipe dedicada, que atua fortemente no controle, monitoramento e contratação dos insumos energéticos, por si só já representa um grande diferencial no que diz respeito à obtenção da certificação.

Poucas empresas dispõem de um departamento exclusivo para gestão de energia elétrica. Além disso, para que a ISO 50001 fosse alcançada, a Termomecanica passou por um rígido processo de avaliação para verificar se todos os pré-requisitos estavam sendo cumpridos.

As equipes foram treinadas, e os processos foram revistos para identificar em qual ponto em uma escala de um a dez na Norma ISO 50001 a TM se encontrava. Parcerias com o SENAI e o Procobre, bem como engajamento e integração em todos os níveis e funções da organização e, especialmente, da gestão de topo, foram essenciais para que a TM fosse certificada. “Esse processo, embora longo e custoso, nos permitiu identificar os ajustes a serem feitos, de acordo com as regras da Norma. Foi mais de um ano para que ele fosse concluído efetivamente,
e isso só foi possível graças à maturidade da nossa empresa com relação à eficiência energética”.

Dentro do quadro de exigências da ISO 50001 para as organizações, está o desenvolvimento de uma política para o uso mais eficiente da energia; fixar metas e objetivos para atender a essa política; usar dados para melhor compreender e tomar decisões sobre o uso de energia; medir os resultados; rever como a política funciona e melhorar continuamente a gestão da energia.

“Parte da nossa preocupação em melhorar a gestão de energia também foi com relação aos nossos clientes e parceiros, já que podemos permitir uma maior confiança e garantir a credibilidade mundial para a consciência da energia”, finaliza.

Ecossistema Ciber 2018

O protótipo de um braço robótico em pequena escala impresso por uma impressora 3D teve suas coordenadas de função alteradas na simulação em tempo real de um ataque cibernético demonstrado por um dos painelistas do evento Ecossistema Ciber 2018, promovido em conjunto pela ASSESPRO-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – regional São Paulo) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

A intenção de Marcelo Nagy, executivo de Segurança da Informação do Instituto de Inteligência Cibernética (iIC), foi demonstrar que as falhas de segurança nos sistemas conectados podem ocorrer com muita facilidade. “Dados de empresas são vazados com muita frequência através de ações simples externas e internas às companhias. Uma vez que o acesso a um único ponto da rede digital de uma empresa foi acessado, qualquer um de seus processos, inclusive em suas linhas de produção, pode ser alterado”, afirmou Nagy.

A demonstração é um alerta diante da previsão de que 38% da mão de obra das indústrias nos próximos 15 anos será substituída por dispositivos inteligentes, detentores de automação e Internet das Coisas (IoT).

Protótipo de braço robótico na simulação de um ataque cibernético durante o evento Ecossistema Ciber 2018.

Segundo outro dos painelistas do evento, Paulo Pagliusi, sócio da KPMG Consultoria e especialista da área de Technology Risk, é inegável que as tecnologias emergentes e disruptivas são motores das novas formas de gerar valor na economia, mas diante das ameaças, é importante questionar: até que ponto a inovação representa uma vantagem ou um risco para a indústria ou negócio? “Não inovar é o maior risco que se pode correr. Porém, não levar em conta que as inovações aumentam a superfície de ataque de qualquer corporação também é muito arriscado. O caminho é avançar com a devida governança da gestão de riscos e estabelecer uma visão holística presente em todas as esferas da empresa, sempre considerando que um risco cibernético pode afetar severamente qualquer negócio”, acredita Pagliusi.

Um exemplo próximo da visão global necessária para a operação de segurança ocorre no setor de Smart Grid, que consiste na forma como o mercado de distribuição e geração de energia funcionará no futuro, operando por poderosos sistemas de aprendizado de máquinas e analytics em bases massivas de dados, envolvendo relações M2M (machine to machine) e IoT. Nesse ambiente atua Alexandre Barreto, palestrante do Ecossistema Ciber 2018, coordenador de desenvolvimento tecnológico de eficiência energética, líder de projetos na área de facilities de energia e arquiteto-chefe da consultoria Energias Eficiência Energética em projeto de implantação de Smart Grid. Para Barreto, a geração distribuída, o consumo inteligente e a rede de serviços presentes nas Smart Grids exigirão maiores níveis de segurança nos processos. “Porém, é necessário usar um design de risco alinhado com a ação, levando em conta os riscos que são particulares ao Brasil, como ameaças de fraude, furto de informação e cenário de vulnerabilidade social. Nesse panorama, todos os pontos são elos de uma grande rede, com desafios de estrutura, escalabilidade e segurança”, explica Barreto.

Diretores e a equipe organizadora da ASSESPRO- SP, responsável pelo Ecossistema Ciber 2018, e palestrantes.

O Ecossistema Ciber 2018 foi finalizado com apresentação e mediação para debates realizada por Paulo Foina, responsável pelo Programa de Ciber Educação Executiva do IEL. Foina destacou a importância da associação entre a proteção física e a proteção lógica, unida à necessidade de educação no ponto mais vulnerável da empresa, que é a equipe ou o fator humano, que envolve a atitude de pessoas.

Outro ponto alto do Ecossistema Ciber 2018 foi a discussão sobre os impactos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira no cotidiano das empresas. Em princípio, a regularização pode ser vantajosa para a normatização da segurança de dados pessoais no Brasil, viabilizando o intercâmbio de negócios nacionais e internacionais. No entanto, com base na experiência da aplicação da GDPR na Europa, entraves podem ser previstos, como a sobrecarga de demandas de operações em torno da segurança em diversos setores das empresas, problemas jurídicos e maiores riscos com cibercrimes vinculados à ameaça de vazamento de dados, o que, de acordo com a nova lei, fica sob total responsabilidade das empresas e pode gerar consequentes penalizações com altas multas.

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