A digitalização da construção civil começa a gerar impactos diretos nos custos, prazos e na produtividade das obras no Brasil — e já permite reduzir despesas em até R$ 13 milhões, como mostra o case da AltoQi (https://lps.altoqi.com.br/altoqi-visus-para-construtoras) e chega a reduzir 1.500 incompatibilidades antes da obra.
O tema será um dos principais eixos do QiConnect, encontro gratuito a ser realizadono dia 6 de abril, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, e que reúne construtoras, projetistas, fabricantes e fornecedores para discutir os efeitos da transformação digital na cadeia da construção.
Promovido pela AltoQi, com o apoio da ArcelorMittal, o evento propõe um olhar mais integrado sobre o setor, em um momento em que a digitalização deixa de ser tendência e passa a impactar diretamente a competitividade das empresas. Para o fundador da AltoQi, Rui Gonçalves (foto), essa mudança está ligada à conexão entre os diferentes agentes do mercado.

Fundador da AltoQi
“É um ecossistema de serviços personalizados da construção que se reúne em um evento”, afirma. O evento tem a parceria regional da Enredes, C3 – O Clube da Construção Civil e do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE).
Menos desperdício, mais previsibilidade
Na prática, a chamada construção digital permite que empreendimentos sejam projetados e testados integralmente no ambiente virtual antes da execução física. Com o uso de BIM (Modelagem da Informação da Construção), é possível identificar interferências entre sistemas ainda na fase de projeto, além de levantar quantitativos mais precisos de materiais — o que reduz desperdícios, melhora o controle financeiro e aumenta exponencialmente a previsibilidade da entrega da obra.
“Quando eu construo virtualmente, consigo identificar inconsistências antes da execução e trabalhar com quantitativos exatos, o que torna todo o processo mais eficiente”, explica Rui Gonçalves.
A previsibilidade também impacta diretamente as relações contratuais. Com dados mais precisos, construtoras e prestadores de serviço conseguem negociar com mais assertividade, reduzindo riscos e distorções de orçamento.
Impacto em toda a cadeia
A digitalização não afeta apenas o canteiro de obras, mas toda a cadeia produtiva da construção civil — setor que responde por cerca de 4,3% do PIB brasileiro e movimenta aproximadamente R$ 359 bilhões por ano, segundo dados do IBGE. Hoje, 70% das empresas ainda operam nos estágios “Tradicional” ou “Iniciante” no nível de adoção de BIM no país (Matriz Brasileira de Competências BIM, BIM Fórum Brasil), mas a expectativa é de crescimento nos próximos anos, impulsionado por ganhos de eficiência e pela necessidade de maior controle de custos.
Um dos pontos críticos está nos erros de projeto, que podem representar perdas no custo total de uma obra. “Projetos bem detalhados permitem decisões mais assertivas desde o início, o que impacta toda a cadeia, do fabricante ao executor”, afirma Gonçalves.
Conteúdo aplicado e troca entre lideranças
Com a presença de um ecossistema de serviços personalizados da construção, o QiConnect aposta em um formato mais exclusivo e focado em conteúdo prático, com discussões sobre tecnologia, BIM e produtividade que podem ser aplicadas diretamente nas operações das empresas. A proposta inclui a apresentação de cases reais de companhias que já utilizam soluções digitais para ganhar previsibilidade, eficiência e competitividade, além de promover um ambiente de networking qualificado entre executivos, gestores e especialistas do setor.
Para o CEO da AltoQi, Felipe Althoff, um dos speakers do QiConnect, o diferencial do encontro está justamente na aplicabilidade do conteúdo. “A proposta é trazer discussões e experiências reais que possam ser levadas para a operação das empresas já no dia seguinte”, afirma.

CEO da AltoQi
Programação reúne cases e especialistas do setor
A programação do evento reflete esse foco prático, reunindo executivos e especialistas em diferentes etapas da cadeia da construção:
- 19h00 – Abertura: O papel da tecnologia no futuro da transformação da construção brasileira, com Felipe Althoff, CEO da AltoQi
- 19h10 – Case BIM MPD: Gestão Digital da Construção na prática, com participação da AltoQi e Consórcio MPD/Ankara
- 19h30 – Palestra: BIM como estratégia para competitividade e eficiência, com Rodrigo Koerich, CPO da AltoQi
- 20h00 – TED: A IA como impulso de produtividade, performance e sucesso na construção, com Peter Paredes, Biz Dev Engineer
- 20h10 – Case: Como o orçamento em BIM vem transformando o negócio das construtoras, com Mariele Dombroski, fundadora da Baseline Engenharia
- 20h30 –Palestra: Como a integração da Indústria do Aço à Construção impulsiona a sustentabilidade e produtividade, com representantes de Enredes e ArecelorMittal.
- 21h – Networking e happy hour
Para se inscrever no evento acesse – https://lps.altoqi.com.br/qiconnect
Industrialização e reforma tributária
Outro vetor de transformação é a industrialização da construção civil, que ganha força com o avanço da digitalização. Com projetos mais precisos, parte da obra pode ser executada fora do canteiro, em um modelo industrial, com componentes sendo produzidos previamente e apenas montados no local.
Hoje, estima-se que até uma obra industrializada pode ter um tempo de entrega 50% mais ágil, dependendo do tipo de empreendimento. Esse movimento também dialoga com a reforma tributária, que tende a favorecer modelos mais estruturados de contratação e produção.
“A industrialização da construção passa, necessariamente, pela digitalização dos projetos”, diz Rui Gonçalves.
Aquecimento para a FEICON e aposta em IA
Realizado na véspera da FEICON — principal feira da construção civil do país, que ocorre entre 7 e 10 de abril — o QiConnect funciona como um “aquecimento estratégico” para o setor. A feira reúne mais de 1.000 marcas expositoras e atrai cerca de 100 mil visitantes, em São Paulo.
A AltoQi participa do evento há anos e estará presente com estande próprio nesta edição. Durante a feira, a empresa também vai lançar o seu projeto de inteligência artificial voltado à construção civil que atua como uma camada de IA integrada aos produtos da AltoQi.
A proposta é aplicar inteligência sobre dados técnicos e operacionais, apoiando desde o desenvolvimento de projetos até a execução das obras, com foco em ganho de produtividade, previsibilidade e eficiência. No ano passado, a AltoQi acumulou mais de 130 negócios apenas durante os dias de feira, sem contar as oportunidades que se fecharam nos dias seguintes. O volume de negócios da AltoQi gerado durante a feira chegou a R$ 991.439,00.