Custo das térmicas anula benefício da MP 579 para indústria em fevereiro

A estimativa é que o Encargo de Serviços do Sistema (ESS) deverá atingir R$ 22,00 por MWh, totalizando um custo de R$ 933 milhões, frente a um desconto médio oriundo da MP de R$ 24,00 por MWh. Se somado ao encargo de janeiro, em apenas dois meses o custo global das térmicas para os consumidores é da ordem R$ 1,5 bilhão, mais da metade de todo o encargo gerado no ano passado.

“Existe uma distorção no modelo de precificação do mercado à vista, conhecido como PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), que onera justamente aqueles consumidores que possuem contratos de longo prazo no mercado livre”, explica Paulo Pedrosa, presidente-executivo da ABRACE. “Esse modelo precisa ser revisto pelo governo para que os descontos nos custos da energia cheguem ao consumidor industrial e que, com isso, a indústria possa recuperar sua produção”, completa. Dados do IBGE mostram que a produção industrial caiu quase 3% durante o ano de 2012. Em boa parte esse número reflete o alto custo de produção, em especial da energia elétrica. No caso da indústria de base brasileira, as contas de luz chegam a representar 40% de seus custos totais.

Diferentemente dos consumidores residenciais, que só vão pagar o ESS depois dos reajustes anuais de suas distribuidoras e, portanto, diluídos no tempo, a indústria que está contratada no mercado livre paga esse encargo mensalmente. É por esse motivo que o desconto das tarifas promovido pela MP será corroído pelo custo do ESS durante o mês de fevereiro.

 

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