Energia eólica mundial cresce 12,5% em 2013

No entanto, o mercado anual caiu quase 10GW, para 35.467MW, fato atribuído à queda vertiginosa nas instalações norte-americanas, devido à lacuna política criada pelo Congresso dos EUA em 2012. Embora 2013 tenha marcado outro ano difícil para a indústria eólica, com “apenas” 12,5% de crescimento acumulado, as perspectivas para 2014 e nos anos seguintes parecem muito mais positivas.

“Fora da Europa e dos EUA, o mercado global cresceu discretamente no ano passado, liderado pela China e por um ano excepcionalmente forte no Canadá. Enquanto o hiato político nos EUA impactou fortemente o ano de 2013, a boa notícia é que os projetos em construção nos EUA totalizaram mais de 12.000MW no final do ano, um novo recorde. As instalações europeias ficaram atrás por somente 8%, mas com uma concentração insalubre do mercado em apenas dois países – Alemanha e Reino Unido”, comenta o secretário-geral do GWEC Steve Sawyer.

O GWEC destaca os números das grandes instalações da China, observando que a fase de consolidação para a indústria chinesa, que começou após o ano de pico em 2010, parece ter acabado. “A China é, novamente, um mercado em crescimento, o que é uma boa notícia para a indústria. O compromisso do governo para a energia eólica foi reforçada, mais uma vez, elevando a meta oficial para 2020 em 200GW, e a indústria tem respondido”, completa Sawyer.

A Índia tem uma nova “Missão Eólica”, o Brasil contratou 4,7GW de novos projetos em 2013 e a reforma do setor elétrico agitará o mercado nos próximos anos. Apesar de alcançar somente 90MW em instalações durante 2013, a África apresentará crescimento com novas instalações em 2014, liderada pela África do Sul, Egito, Marrocos, Etiópia, Quênia e Tanzânia.

“Os mercados que não são membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no geral, são muito saudáveis, e há um fluxo constante de novos mercados emergentes na África, Ásia e América Latina. Com os EUA, aparentemente de volta aos trilhos, pelo menos para os próximos dois anos, o principal desafio é estabilizar os mercados europeus, onshore e offshore, que têm sido abalados por indecisão política ao longo dos últimos anos”, destaca Sawyer.

O GWEC espera que as instalações de 2014 retornem, pelo menos, aos níveis de 2012 e, provavelmente, os ultrapasse. As previsões do GWEC para os próximos cinco anos (2014-2018) serão divulgadas em abril.

 

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