Entenda o ESS e o PLD

No primeiro caso, o encargo é usado para cobrir custos de geração térmica necessária para compensar quando alguma linha de transmissão, por exemplo, precisa sair de operação por questões de manutenção. Já quando há pouca chuva e os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis baixos, as térmicas são acionadas e os consumidores pagam ESS por segurança de suprimento de energia.

O encargo é definido mensalmente em função da diferença do custo de combustível das usinas termelétricas em operação e o Preço da Liquidação das Diferenças (PLD), que baliza os contratos de energia no curto prazo. Isso significa que quanto maior o PLD, menor é o ESS a ser pago pelos consumidores.

Como o PLD reflete o mercado à vista, deveria precificar o custo da segurança do sistema no curto prazo, ou seja, o acionamento das térmicas. Mas o que acontece é que o PLD tem refletido apenas o regime hidrológico. Assim, mesmo com as térmicas ligadas, o preço da liquidação das diferenças ficou baixo em fevereiro, o que automaticamente se refletiu em valores recordes de ESS. Isso significa que aqueles agentes que apostam no curto prazo estão ganhando em detrimento daqueles agentes que investem no longo prazo e que contribuem para a segurança e financiamento da expansão do sistema.

 

 

 

 

 

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