Escolha da lâmpada certa

Um estudo recente da Unicamp aponta que, de 1973 a 2011, o consumo de eletricidade no Brasil cresceu cerca de 5,8% ao ano. No mesmo período a demanda energética foi de 3,2% e o PIB de 3,4%.

A tendência de aumento da demanda por eletricidade pode ser equilibrada, por exemplo, com a substituição das lâmpadas incandescentes por modelos que consomem menos e duram mais.  Tanto as fluorescentes compactas como o LED são alternativas mais eficientes em iluminação.  

“Com o consumo residencial de energia crescendo no Brasil a um ritmo de 6,3% ao ano, razões não faltam para investir em modelos eficientes, mas é preciso antes ter bastante informação para não errar na escolha”, explica o diretor de Marketing da Lâmpadas Golden, Flávio Takeda.

Segundo o especialista, “não existe um tipo de lâmpada ideal para cada ambiente, mas fontes de luz aconselháveis em função do uso que se faz do espaço, do efeito luminotécnico desejado e do orçamento dispensado”. Ou seja, é a atividade a ser realizada no ambiente que determina a escolha do produto. O importante é aliar conforto visual com o efeito que se espera da luz. Neste aspecto, além do tipo de tecnologia é necessário que se esteja atento também à cor da luz. A luz amarela (de aproximadamente 2.700K) é mais indicada para ambientes aconchegantes, que remetem ao descanso, à tranquilidade. Salas e quartos são perfeitos para isso. Já a luz branca (de aproximadamente 6.000K) é mais estimulante, sugerida para locais com mais atividade, como cozinhas, escritórios e banheiros.

Estas novidades que as novas tecnologias em iluminação trazem demandam mais atenção do consumidor na hora da compra, na avaliação de Takeda. “Antes, o consumidor só comprava lâmpada em caso de queima do produto e bastava apenas saber a voltagem e potência para acertar. Hoje, a diversidade de modelos e vantagens ampliou o leque”.

Com a retirada gradual das incandescentes do mercado, iniciada em julho deste ano, é preciso saber qual produto é mais vantajoso para troca, o que demanda fazer uma conta para saber de quanto é a economia no bolso. A simples troca de lâmpadas pode reduzir em até 80 % o consumo doméstico de energia relativo às lâmpadas. Isto porque a incandescente usa apenas 10% da energia que consome para gerar luz, o restante é dissipado em forma de calor. Já a lâmpada fluorescente compacta usa 25% da energia total consumida para gerar luz. Isto significa uma economia real de energia elétrica de 75% por lâmpada. No caso do LED, a economia pode chegar a 90%. Para saber quanto economizará, basta o consumidor estar atento à tabela de equivalência de potência que as embalagens trazem. Uma fluorescente compacta de 15W ou LED de 10W equivale a uma incandescente de 60W, por exemplo.

Nesta conta também entra o tempo de vida útil do produto, que é de 8 anos para a fluorescente compacta e no caso do LED pode chegar a 14 anos. “Se o consumidor também está preocupado com a sustentabilidade, ele deve estar atento ao tempo de vida do produto e tipo de componentes, para que seu dano ao meio ambiente seja menor no descarte”, explica Takeda. Neste aspecto, o LED tem vantagens sobre as outras tecnologias existentes porque não contem chumbo nem mercúrio em sua composição.

Além disso, o consumidor ao escolher o modelo de lâmpada deve levar em consideração o tipo de efeito que pretende com a luz. Para luz de foco e direcionada o ideal é o LED porque consegue substituir diretamente as lâmpadas refletoras tradicionais mantendo a mesma temperatura de cor, mesma intensidade de luz e elevada redução de consumo de energia.

Para luz difusa, existe uma vasta gama de modelos de lâmpada fluorescente compacta, com formatos e tamanhos variados que permitem a instalação em boa parte das luminárias do mercado. Para destaque de obras de arte, que precisam de uma luz de destaque sem danificar, é indicado o uso do LED porque não possui radiação ultravioleta e nem infravermelho.

 

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