Feicon supera a marca de R$ 400 milhões em negócios

 

“Temos muitos associados na feira e diversos deles têm fechado R$ 1 milhão por dia em negócios”, ressalta Cláudio Conz, presidente da Anamaco. Até o terceiro dia feira calcula-se que já tenham sido concretizados mais de R$ 400 milhões em investimentos. “De dois a três meses de vendas para o varejo da construção são efetuados dentro da feira”, ressalta Conz. As vendas do varejo de material de construção devem crescer 6,5% em 2013 sobre o ano passado.

Parte desse resultado é creditada ao público especializado da feira. Até o terceiro dia foram contabilizados mais de 65 mil compradores somente do ramo da construção civil. Segundo os organizadores, são esperados 130 mil visitantes até o último dia do evento. “A qualificação deste público vem crescendo a cada ano, junto com o interesse de vários países no mercado nacional. Tivemos a presença de 27 países, sete a mais que a edição anterior”, afirma Liliane Bortoluci, diretora da Feicon Batimat.

O fôlego é também reflexo das estimativas de consumo geral no Brasil até o fim de 2013, calculado em R$ 119 bilhões em materiais de construção, segundo o Ibope. Este total representa aumento de 9% em relação ao gasto de 2012. Conz aproveitou a oportunidade para apresentar números obtidos pela Universidade Anamaco que revelam que o varejo da construção tem cerca de 139 mil lojas (129 mil varejistas e 10 mil atacadistas) em todo o Brasil.

“Os lojistas estão otimistas com o governo federal e 58% pretendem investir no setor nos próximos 12 meses. Ao lado disso, 26% dos lojistas têm a intenção de contratar funcionários em março deste ano. O setor já se prepara para atender a demanda que, acreditamos, deve aumentar ainda mais”, conclui o presidente da Anamaco.

Tendências do varejo da construção também foram apresentadas, como o percentual relevante de lojas pequenas e médias que complementam faturamento com utilidades domésticas, eletrodomésticos e equipamentos de segurança. Tais itens aparecem em 24% das lojas desses tamanhos. Aproximadamente 48% das grandes redes oferecem até mesmo móveis e acessórios de jardinagem e decoração.

Os dados indicados por Walter Cover, presidente da Abramat, corroboram o ânimo do varejo e provam que a indústria brasileira de materiais de construção tem capacidade de sobra para a demanda. “Atualmente, atingimos 82% da utilização da capacidade instalada”. Em fevereiro de 2012, o índice de utilização do parque industrial da construção era 83%. Permaneceu estável até fevereiro, não oscilando negativamente mais do que 2%.

As pretensões de investimento da indústria também se revelam estáveis entre 2012 e o presente momento de 2013, sempre registrando por volta de 74% de opiniões favoráveis a novos investimentos, segundo pesquisa da Abramat. “O Brasil hoje apresenta um déficit de 5 milhões de moradias e a demanda por novas casas irá chegar a 20 milhões até 2020, devido ao crescimento populacional. O atendimento a esta demanda não será possível com a baixa produtividade dos métodos e processos tradicionais, e o setor está desenvolvendo, cada vez mais, soluções racionalizadas e industrializadas de construção”, complementa Walter Cover.

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