Inaugurada maior usina de energia solar do País

A estimativa é que a Usina Tanquinho gere cerca de 1,6GWh/ano, montante que seria suficiente para abastecer 657 clientes com consumo médio de 200KWh/mês. O projeto da usina consumiu investimentos de R$ 13,8 milhões em pesquisa e desenvolvimento e a CPFL Renováveis, subsidiária do Grupo CPFL, será a responsável por sua gestão e operação. A empresa foi responsável pela construção do empreendimento, que levou quatro meses. Outros oito meses foram dedicados a pesquisas, que deverão continuar até março de 2015, quando a CPFL pretende propor à Aneel alguns arranjos técnicos e comerciais para a inserção da geração fotovoltaica namatriz energética brasileira.

“A demanda de energia solar ainda é incipiente no Brasil, mas deverá se consolidar nos próximos dois anos”, afirma Wilson Ferreira Jr, presidente da CPFL Energia, que destaca: “O potencial é enorme, pois somos um dos países de maior índice de insolação do mundo”. Segundo Ferreira Jr, este mercado pode ser impulsionado se ocorrerem alguns ajustes na regulação do setor elétrico e, principalmente, se houver incentivos para estimular os fabricantes de painéis solares fotovoltaicos a abrirem fábricas no Brasil. Além da usina inaugurada, a CPFL Energia tem outros três projetos cooperados de geração de energia solar em desenvolvimento.

“Acreditamos que projetos de geração de energia com fontes limpas são fundamentais para garantir o suprimento futuro e o crescimento do País e queremos consolidar nossa liderança na geração de energia a partir de fontes renováveis”, afirma Ferreira Jr. Os quatro projetos foram idealizados para ajudar a fomentar a tecnologia fotovoltaica no Brasil, estimular o aporte de conhecimento, desenvolver a cadeia produtiva nacional para essa modalidade de geração de energia e proporcionar a capacitação de pessoas – a Usina Tanquinho, por exemplo, permitiu o treinamento de 50 pessoas na construção, montagem e ligação de usinas fotovoltaicas, uma capacitação praticamente inexistente no Brasil. Como um dos principais objetivos da Usina Tanquinho está em fomentar pesquisas nessa área, ela está equipada com diferentes tipos de painéis, incluindo as tecnologias de silício policristalino (1ª geração) e silício amorfo microcristalino (2ª geração). Ela testa, ainda, os chamados “filmes finos”, como o telureto de cádmio e o Cobre-Índio-Gálio-Selênio (CIGS), além do silício amorfo microcristalino. Essas tecnologias têm sido utilizadas em países com clima semelhante ao do Brasil, pois se adéquam melhor a localidades onde a temperatura é mais elevada.

Além disso, serão testados arranjos de painéis fixos e móveis, bem como a integração da energia solar com a energia eólica, através da inclusão de um aerogerador de pequeno porte. O objetivo é testar as tecnologias e verificar qual se adapta melhor às condições climáticas do Brasil. O projeto também permitirá analisar o impacto da conexão desse tipo de geração para o consumidor final em termos de qualidade, segurança, confiabilidade e viabilidade econômica.

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