Setor elétrico sofre com custos sistêmicos do País

Na opinião das 127 organizações ouvidas no levantamento, o setor é prejudicado por fatores como tributação, infraestrutura e sistema educacional, entre outros, ficando atrás apenas do setor de transportes (11%).  

Para 29% das empresas, a atual tributação cobrada no Brasil interfere no aumento da produtividade e competitividade das organizações, além da burocracia e legislação trabalhista (14%). Para 13% dos ouvidos, o investimento em infraestrutura também foi considerado um entrave à competitividade das empresas, bem como o sistema educacional, tanto público como privado (12%). Fatores como sistema bancário e saneamento básico não foram mencionados como problemáticos.

Trinta e três por cento dos entrevistados destacaram que ações para reduzir a corrupção no País devem ser tratadas como prioridade na agenda governamental, assim como o investimento no sistema educacional (15%) e a revisão das leis trabalhistas (8%).

O levantamento revelou ainda que 71% dos entrevistados consideram que, embora não seja um tema novo, o governo não tem se mobilizado de forma estratégica e efetiva para reduzir os custos sistêmicos brasileiros e que as organizações têm tomado à frente para reduzir o déficit que esses custos geram sobre a produtividade das suas operações: segundo a pesquisa, 83% realizaram investimentos para diminuir o impacto dos custos sistêmicos. Por outro lado, 70% dos entrevistados apontaram que a ausência de ações planejadas no médio e longo prazo para reduzir estes custos interferiu na atratividade do País para novos investimentos, nacionais e estrangeiros.

 

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