Tecnologia e inovação

Participaram do evento o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, representando o Ministro Marco Antonio Raupp, o secretario de inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Nelson Fujimoto, o presidente da Finep, Glauco Arbix, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Alvaro Prata, e o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes, entre outras autoridades e empresários.

Em seu pronunciamento, o presidente da Abinee Humberto Barbato destacou que o relançamento ocorre no contexto das comemorações dos 50 anos da Abinee, que iniciou a reestruturação do IPD Eletron visando transformá-lo num fórum que reúna todos agentes que atuam no universo da tecnologia e inovação, para que possa desempenhar um papel mais ativo como agente indutor da criação intelectual. Segundo ele, em virtude do deslocamento do polo econômico e da expansão dos países emergentes, os olhos das empresas globais voltam-se, cada vez mais, para o mercado brasileiro, o que força as empresas instaladas no País a acompanhar de perto as mudanças, com primazia para a maior inovação e competitividade. Barbato destacou que é preciso reverter o quadro de desindustrialização pelo qual passa a indústria brasileira, encontrando caminhos que levem ao aumento da competitividade. Neste sentido, o presidente da Abinee afirmou que o Brasil deve seguir exemplos de países asiáticos como Japão, Coreia do Sul, Taiwan e China, que fizeram a transição de País de mão de obra para se tornarem nações inovadoras. “Acreditamos que a transição do “made in Brasil” para também “designed in Brasil” é de vital importância para que alcancemos o patamar de país inovador que desejamos”, disse.
Na ocasião, a doutora em Microeletrônica e Inovação Edelweis Ritt apresentou as novas bases do IPD Eletron, destacando a necessidade de apoio à inovação a partir de indicadores, como o saldo negativo da balança comercial do setor eletroeletrônico. Segundo Edelweis, o déficit pode representar uma oportunidade por demonstrar a existência de um mercado pujante. Ela destacou que o volume de exportação de tecnologia no Brasil está diminuindo na comparação relativa com outros países. Ao mesmo tempo, o Brasil está atrás em termos de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e registro de patentes. De acordo com dados de 2010, a Alemanha registrou 47.047 patentes; os Estados Unidos, 241.977; a China, 293.066; enquanto o Brasil, apenas 2.705. “Queremos não só produzir e montar, mas também desenvolver produtos, como forma de reverter definitivamente o processo de desindustrialização”, afirmou. Neste sentido, o IPD Eletron, por meio da interação com governo, Institutos de Pesquisa e órgãos de fomento, tem como objetivo promover o desenvolvimento tecnológico do complexo eletroeletrônico a fim de aumentar sua competitividade internacional. 

 

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