Vinte usinas recebem Selo Energia Sustentável

O Selo classifica os empreendimentos em três níveis: intenção, realização e superação, a partir da comprovação de ações que envolvem meio ambiente, sociedade e custo da energia. É um Selo de desempenho, modelo bastante usado por bancos e agências multilaterais. Caracteriza-se por não ser autodeclaratório e ter a certificação por auditoria externa.

“Nossa ideia ao criar o Selo foi estimular a melhoria contínua dos empreendimentos. Para assegurar que o compromisso socioambiental supere as obrigações previstas no processo de licenciamento ambiental”, declara Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, que acredita que o Selo servirá como indicativo para os empreendimentos de energia, observando necessidades de adequação e melhorias nas práticas socioambientais.

Para receber a certificação, as práticas de sustentabilidade de cada empreendimento são avaliadas a partir de 12 parâmetros de desempenho socioambiental de empreendimentos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Os parâmetros são elaborados pelo Instituto Acende Brasil e a auditoria se encarrega de verificar as evidências apresentadas pelos empreendimentos.

Entre os parâmetros estão a ampliação do conhecimento científico dos aspectos relacionados ao meio ambiente e à sociedade nas regiões dos empreendimentos; o gerenciamento de  resíduos;  o investimento em fontes de energia complementares renováveis; a contribuição para a melhoria contínua da qualidade ambiental; o incentivo ao desenvolvimento de projetos de conservação do meio ambiente; o estímulo a  projetos de melhoria da eficiência energética e o uso racional de energia; a promoção do uso racional da água; e a publicação do Relatório Anual de Responsabilidade Socioambiental e do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa.

“Com a certificação dos 20 primeiros empreendimentos, o Selo trouxe à tona evidências que comprovam que não se pode ter uma visão simplista do setor elétrico. Como exemplo, ideias preconcebidas sobre tipos de fontes (hidrelétricas, termelétricas, eólicas etc.) foram desafiadas pelas evidências coletadas”, comenta Claudio Sales, que completa: “Este é o olhar do Selo, o olhar da sustentabilidade econômica, social e ambiental, combinadas. Tudo com base em evidências”.

As evidências são relatórios, notas fiscais, contratos  e certificações, como ISO 14.000, que comprovam a realização de ações previstas nos compromissos relacionados ao Selo.

Entre os 20 empreendimentos de geração de energia que pediram adesão ao Selo, doze foram classificados em nível máximo, de superação, e oito em nível intermediário, de realização.

As usinas certificadas em nível de realização são as PCHs José Gelázio da Rocha e Rondonópolis, as duas no Mato Grosso; PCH Areia Branca, em Minas Gerais; Termoelétrica Alegrete (óleo combustível), no Rio Grande do Sul; Termoelétrica (biomassa, bagaço de cana) Ibitiúva, no interior de São Paulo; Termoelétrica William Arjona (gás natural), no Mato Grosso do Sul, e as usinas eólicas Beberibe, no Ceará, e Pedra do Sal, no Piauí.

Conquistaram certificação em nível de superação, as hidrelétricas de Estreito (MA/TO), Passo Fundo (RS),  Salto Santiago (PR),  Salto Osório (PR), São Salvador (TO), Itá (SC/RS), Cana Brava (GO), Machadinho (SC/RS) e Ponte de Pedra (MT/MS); a Usina de Cogeração (biomassa, resíduos de madeira) Lages (SC); a Termoelétrica Charqueadas (carvão mineral) (RS) e o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda (carvão mineral), de Santa Catarina.

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